José Rodrigues dos Santos: "A minha vida é escrever romances"

Jornalista da RTP revela que, ao iniciar um livro, um dos seus objectivos é colocar a história de maneira "agradável, palpitante e interessante".



José Rodrigues dos Santos, atual apresentador do Telejornal da RTP1, admite que "a sua vida é escrever romances" e que, aos escrevê-los, nada na sua vida muda, somente se interessa a contar uma boa história de "maneira agradável, palpitante e interessante".

Com mais de 10 livros publicados, o escritor reconhece que não se lembra da sua reação sobre o 1º livro difundido em 1992, o 'Comunicação'. No entanto, outros livros foram publicados, como 'O Codex' que foi ponderado como filme de Hollywood, porém, Rodrigues dos Santos conta que, "com a crise o projeto foi parado e não penso que seja reativado".

Mais recentemente, 'Sinal de Vida' foi o novo livro de romance do autor, na qual, assume que "é um romance sobre o mistério da vida e sobre o que a ciência descobriu sobre ela", admitindo que está a receber um bom feedback do parte dos leitores. Neste propósito, revela que existe uma boa ligação entre a crítica e os leitores, pois, assume que "é exclusivamente para eles que escrevo".

Ainda em relação aos seus livros, o jornalista revela que a religião não é um tema constante nas suas obras, explicando que "o único romance sobre religião foi Fúria Divina, dedicada ao jihadismo. Todavia, outros romances podem tocar na religião, mas não são o tema principal".

Em média, Rodrigues do Santos escreve um livro por ano, sendo que, com a pesquisa, a escrita, a vida jornalística, o próprio assume conciliar tudo isto, revelando o segredo que "resume-se a três coisas: trabalho, trabalho, trabalho". Com isto, indica que, com o tempo tem evoluído ao longo da escrita, mas na "parte técnica, a forma como construo a estrutura do romance, porque o estilo permanece o mesmo".

"A RTP faz parte da minha identidade"
José Rodrigues dos Santos, durante a entrevista, frisou que o seu futuro passa pelo canal público, demonstrando que para já não pensaria mudar de estação: "A RTP faz parte da minha identidade".

Neste âmbito o autor revela que "não está nos horizontes" deixar o jornalismo para se dedicar à escrita, ainda assim, a parte da investigação ou a escrita do livro são duas das circunstâncias que agradam o escritor, até porque gosta "de todo o trabalho de criação de um romance".

Neste contexto, o jornalista acaba por relevar que o seu dia-a-dia é muito atarefado: "escrever, dar entrevistas, viajar, escrever, fazer o Telejornal, escrever".


Influências na escrita

José Rodrigues do Santos, durante da entrevista, apontou as suas influências das quais lhe fizeram o escritor que é: "Fui influenciado por todos os escritores que li, mesmo os que não gostei. Em termos de influência consciente, o maior foi William Somerset Maugham".

Neste propósito, este último é o livro de preferência do autor, mas em relação aos livros que gosta menos, "eu diria todos os livros chatos e ilegíveis".



'MAIS NOTÍCIAS' ENTREVISTA - Edição 8
Convidado: José Rodrigues dos Santos
Entrevistador: Tiago Ferreira
Produção: Tiago Ferreira
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