Entrevista | Pedro Fernandes


Pedro Fernandes é locutor na RFM, comediante, ator, guionista e apresentador.  Já apresentou programas como 'Caia Quem Caia', 'A Revolta dos Pastéis de Nata' e ainda 'Sempre em pé'. Na RTP, Pedro Fernandes é conhecido pelo público como Pacheco no programa '5 para a Meia Noite'. Além disso, já apresentou o 'Brainstorm', 'The Big Picture' e mais recentemente o 'Got Talent Portugal'. Em paralelo, também é o atual locutor das manhãs da RFM.


Foi designer gráfico até 2010. O que o fez mudar de vida?
O convite do meu chefe para gentilmente sair da empresa porque já passava mais tempo fora do escritório do que lá. E acho que muita paciência já teve ele. Acabou por acontecer na altura certa quando a “vida artística” já me dava mais possibilidades de trabalho do que a vida de designer gráfico.

De repente é um dos apresentadores de '5 Para a Meia-Noite', talvez o programa mais irreverente da televisão portuguesa. Este programa é a sua cara?
Não foi de repente. Fiz “A Revolta dos Pastéis de Nata” e o “Sempre em pé” na RTP2 e apresentei o “CQC” na TVI. A proposta surgiu quando o "CQC" terminou para surpresa de todos. Adorei fazer o 5PMN durante os mais de 6 anos que estive à frente das quintas-feiras. Está nos meus horizontes voltar a apresentar um talkshow de autor quando surgir a oportunidade e quando eu achar que tenho a maturidade para o fazer melhor.

O que tem achado do renovado 5 Para a Meia-Noite?
Acho que está muito bem entregue à Filomena e, apesar de ser apenas um dia da semana, (a minha querida quinta-feira) soube renovar-se e recuperou a magia do velho 5.

Então e quando começou a sentir que o humor era parte da sua vocação? 
Sempre fui muito palhacinho desde a infância, mas foi na Faculdade, quando entrei para o grupo de Teatro, que percebi que gostava mesmo de entreter e fazer sorrir as pessoas.

(Créditos: Facebook Pedro Fernandes)

Como definiria o seu tipo de humor?
Não faço ideia. Acho que é espontâneo. Não perco muito tempo a escrever uma piada, uma música ou um sketch. Se não me surge uma ideia ou um fio condutor no imediato, parto para outra. Tenho muito boas ideias na gaveta porque no momento não me lembrei de como as desenvolver. Seriam óptimos filmes mas não passaram do trailer.

Quem é o seu humorista preferido?
Em Portugal continuo a rir-me muito com o Herman. Adoro o Bruno Nogueira e o RAP. Estou muito bem acompanhado na RFM com o Raminhos e o Nilton. Mas também gosto muito do Hugo Sousa, do Vasco Correia, do Dário Guerreiro, dos Commedia a la Carte, do Pedro Tochas, do Eduardo Madeira, do Salvador Martinha, do Luís Franco Bastos, do Luís Filipe Borges, do Pedro Miguel Ribeiro e tantos outros que felizmente povoam o humor português neste momento.

O mundo do humor é competitivo?
Acho que há sempre espaço para quem tem talento.

Na RTP está muito ligado a concursos televisivos. Como foi fazer o 'Brainstorm' e o 'The Big Picture'?
Foi uma surpresa quando recebi o convite mas agora parece-me muito natural. São formatos ligeiros que vivem da boa disposição e do improviso e aí eu sinto-me à vontade, tal como me sentia a apresentar o 5 para a meia-noite. É claro que não posso fazer tudo o que me dá na telha como no 5, mas divirto-me bastante.

(Créditos: Facebook Pedro Fernandes)

Vem aí mais uma temporada de 'Got Talent Portugal'. Está expectante com o regresso? Como é trabalhar com Sílvia Alberto?
O Got Talent Portugal é, a par do 5, o programa que mais gozo me deu fazer. É incrível perceber como há tanto talento ainda por descobrir neste país e como um programa como o GT pode fazer a diferença na vida de alguém. Muitas daquelas pessoas só ali se apercebem que têm de facto um talento extraordinário e que podem vir a fazer daquele talento a sua vida. Trabalhar com a Sílvia é tão fácil que nem damos pelas horas a passar. É alguém muito especial na vida e na profissão. Sem tiques de vedeta e sem sede de protagonismo. Partilhamos o palco como se fossemos um só e assim quem fica a ganhar são os espectadores e o produto final. E eu que ganhei uma amiga.

Agora que já foram escolhidas as apresentadoras da Final da Eurovisão 2018, gostava de apresentar este tipo de formato?
E tinha que usar um vestido? :) Está muito bem entregue a 4 mulheres lindíssimas e excelentes profissionais. Vai ser um sucesso. Faço já um prognóstico: Portugal ganha outra vez e no próximo ano apresento eu, o Malato, Herman José e Zé Pedro Vasconcelos!

Atualmente, é nas manhãs da RFM que podemos ouvi-lo diariamente. Como entrou a rádio na sua vida?
Com mais um convite surpreendente. A RFM precisava de se reinventar nas manhãs depois de muito tempo em segundo lugar. Eu pensava que o convite era para criar uma rubrica, mas afinal era para ocupar o lugar de host aos comandos da emissão. Mais uma vez, a minha inconsciência fez-me dizer que sim e em boa hora o fiz. Hoje, um ano depois da minha entrada, a RFM é a rádio mais ouvida em Portugal com a sua maior audiência de sempre, mesmo tendo do outro lado uma grande equipa com grandes nomes da comunicação e do humor e com um grupo gigante de comunicação com valores de investimento e promoção que nunca conseguiremos igualar.  Isso só dá mais valor ao lugar que conseguimos conquistar.

Como é a relação com os seus colegas?
Muito boa. Somos um grupo de amigos e divertimo-nos a trabalhar. E isso nota-se. Apesar de acordarmos muito, muito cedo.

(Créditos: Facebook Pedro Fernandes)

Faz rádio, televisão, palco, onde se sente mais confortável?
A rádio é mais confortável porque até a poderia fazer de pijama. Mas agora com os directos para as redes sociais já nem é tanto assim. Sinto-me bem em todos os palcos, mas onde estou mais à vontade é a cantar.

Qual foi a pior coisa que já lhe aconteceu no palco?
Dar uma cabeçada na parede quando era só para fingir que dava.

O que tem reservado para o futuro?
Mais televisão, mais rádio, mais cinema e… música.





'MAIS NOTÍCIAS' ENTREVISTA - Edição 10
Convidado: Pedro Fernandes
Entrevistador: Tiago Ferreira
Produção: Tiago Ferreira
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